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Mudanças na nova regulamentação do Banco Central agitam o mercado e devem entrar em vigor no dia 4 de setembro. Isso porque, recentemente, o BACEN emitiu nova circular que mudará a estrutura de liquidação de adquirentes, subadquirentes, PSP´s e marketplaces.

 

Regulamentações do Banco Central

A nova regulamentação impacta todas as instituições financeiras que repassam fluxos de pagamento para terceiros, como é o caso de adquirentes e intermediadores. Recentemente, o Banco Central divulgou nova interpretação sobre a circular nº 3.682/13, que também considera marketplaces como intermediadores, uma vez que estes liquidam os pagamentos para terceiros.

O BACEN tem como intuito garantir maior transparência aos processos de pagamentos, enquanto que, hoje não existe essa visibilidade sobre a liquidação quando o cliente possui um intermediador no processo.

Existe um risco sistêmico, e essa cadeia pode atingir diversos estabelecimentos em diferentes setores. Para que isso seja evitado, o BACEN criou procedimentos e regras que devem ser seguidas por todas as empresas que repassam pagamentos a terceiros. São elas: adquirentes, subadquirentes, PSP’s e, agora também, os Marketplaces.

No novo sistema, todas essas transações devem ser liquidadas pela CIP – Câmara Interbancária de Pagamentos, que controlará todo o fluxo de pagamentos.

Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP): Associação civil sem fins lucrativos, criada pelos bancos, que integra o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB): Compreende as entidades, sistemas e procedimentos relacionados com o processamento de operações financeiras.

Essa mudança será benéfica para as empresas já que ela diminuirá os custos entre as transações. No entanto, o processo de implementação é complexo e poderá afetar drasticamente empresas menores e startups.

 

Gastos com a implementação

Na implantação desse novo sistema, todos participantes devem ser capazes de se comunicar com a CIP e, para que isso seja possível, precisam enviar suas ordens de pagamento usando o layout definido pela CIP por meio de um link de comunicação com a câmara.

Para a adequação à essas mudanças, as empresas devem organizar suas equipes de desenvolvimento para prosseguir com adequação interna ou contratar um prestador de serviço, recomendado pela própria CIP, para tal finalidade. O problema destes processos é que ambos geram alto custo para as empresas.

 

Como ficam os subadquirentes

Os subaquirentes são facilitadores de pagamentos, que intermediam o fluxo de pagamentos entre lojistas e adquirentes. Nos últimos anos, vários novos players começaram a surgir. Os órgãos reguladores viram no crescimento desse modelo de negócio um potencial risco sistêmico no mercado.  Imagine que um subadquirente processa pagamentos para centenas de lojas, e tem a custódia desse recurso. Na eventualidade de um desses subadquirentes ter um problema de liquidez, essa dívida pode percorrer toda a cadeia. Em grande escala, essas questões podem levar diversas empresas ao fechamento das portas. Estes riscos acabam por se transformar em maiores exigências de garantias desses players.

Todas as empresas que manipulam transações precisarão se adaptar a essas mudanças para que seja possível manter o compartilhamento de dados transacionais com a CIP, seja com uma equipe interna de Desenvolvimento ou contratando um prestador de serviço.

 

A solução dos subadquirentes

Se você é um subadquirente, nem tudo está perdido!

Embora tenha pouco mais de dois meses para se adequar às novas regulamentações, ainda existem soluções viáveis. Para evitar que seja feito todo o processo da adaptação à CIP, desenvolvemos o Mundi Connector, uma solução que integra subadquirentes à câmara.

Toda a integração é feita através de API, garantindo rápida integração e flexibilidade. A ideia é que essa integração não tenha que mexer na sua arquitetura, mas se adapte a ela! Não há necessidade de gerar arquivos ou transferência de baixa eficiência. Através de serviços e requisições a velocidade e disponibilidade ficam garantidas.

Para saber mais sobre nossa solução ou como contratar o Mundi Connector, entre em contato com a gente em mundiconnector@mundipagg.com ou pelo telefone (21) 3513-2814.

Como ficam os marketplaces

Nem todos os marketplaces precisarão se adequar às novas mudanças. Para saber quais, precisamos entender que eles atuam de duas maneiras diferentes:

  1. O marketplace recebe o valor total da compra, retém suas taxas e repassa o percentual que pertence ao vendedor.
  2. Na hora da compra, ao invés do marketplace receber todo pagamento, o valor é divido e cada um recebe seu pagamento separadamente.

As empresas que transacionam seguindo o segundo modelo, não sofrerão com a mudança, no entanto, não podemos dizer o mesmo das outras. Isso porque, como elas realizam o repasse de pagamentos, o BACEN entende que elas também são uma instituição financeira.
Conforme determinado pelo Banco Central, os marketplaces devem estar atentos às questões técnicas de comunicação com a CIP – usando layouts predeterminados pela CIP, que deverão ser adequados pelos times internos de tecnologia ou pela empresa recomendada pela instituição.

 

A solução dos marketplaces

Os marketplaces têm a alternativa de adotar o split de pagamento como solução. No split, é o agente de pagamento (Credenciador ou Subcredeciador) escolhido pelo marketplace que realiza a operação financeira de dividir o pagamento entre o marketplace e seus recebedores – dessa forma, o dinheiro dos recebedores é depositado diretamente na conta bancária pertencente a eles, sem que nenhum fluxo financeiro precise passar pelo marketplace.

Para saber mais sobre os benefícios do split do Pagar.me, clique aqui.

 

Bruna Medeiros

Bruna Medeiros

Formada em Comunicação Social pela ESPM, é analista de Marketing da MundiPagg.
Bruna Medeiros

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