Em 1960, o cartão de crédito era utilizado em mais de 50 países e, com isso, milhões de pessoas mudaram seus hábitos na hora de uma compra. Hoje em dia, os cartões começam a ser ameaçados de extinção. Se antes, as cédulas foram substituídas por cartões, agora, os cartões começam a ver dispositivos eletrônicos tomando seu lugar. É neste contexto que surgem as digital wallets.

 

Digital Wallets e Cryptocurrency

 

A digital wallet usa o mesmo conceito de uma carteira tradicional – onde guardamos cartões e dinheiro – no mundo virtual. A ideia é que as pessoas parem de sair de casa com cartões e utilizem dispositivos eletrônicos para efetuar compras.

Para utilizar uma digital wallet, o usuário precisa cadastrar seus cartões no aplicativo ou inserir “créditos”, como um cartão pré-pago. Ela garante maior segurança dos dados do usuário e maior praticidade no pagamento.

Geralmente, associamos digital wallets com smartphones. No entanto, já existem gadgets como relógios ou pulseiras capazes de armazenar dados de uma digital wallet.

Embora muitas pessoas acreditem que ela serve apenas para pagamentos, alguns países já estudam a possibilidade de inserir documentos pessoais, como carteiras de motorista ou identidade.

De uma maneira geral, as wallets ganharam visibilidade com as grandes empresas de tecnologias. Produtos como Apple Pay, Android Pay, Google Checkout e Samsung Pay vêm ganhando mais espaço. Embora as gigantes do mercado já estejam investindo nessa tecnologia, a tendência é que novas wallets ganhem espaço no mercado. Aqui no Brasil, já começaram a investir nas digital wallets também. O Flip é uma wallet 100% brasileira que foi lançada no começo do ano e já está disponível para Android e iOS.

Além das wallets, um outro tipo de pagamento vem se difundindo no mundo digital, as cryptocurrency. DogeCoin, LiteCoin e BlackCoin são tipos de cryptocurrency mas a mais conhecida atualmente é o Bitcoin. A cryptocurrency é uma espécie de moeda virtual, cujo valor é determinado pelo mercado. Assim como as moedas reais, seu valor varia de acordo com a demanda e oferta do mercado.

 

Como funcionam

 

Na maioria dos casos, é utilizada a tecnologia NFC (Near Field Comunication) nos smartphones e dispositivos eletrônicos. Com o NFC, é possível realizar pagamentos apenas encostando o dispositivo nos terminais de pagamento das lojas.

Quando você cadastra seu cartão no aplicativo, é necessário que o banco responda com um PAN (cartão virtual) que é afiliada ao seu cartão físico. Por isso, para o funcionamento dessa tecnologia, é preciso que o banco emissor do cartão tenha um acordo com essas empresas.

Infelizmente, esses meios de pagamento ainda não são amplamente difundidos ao público e ainda é restrito a poucos países.

As cryptocurrency possuem um processo diferente. As “coins” são armazenadas como dados no seu computador ou celular. Assim, é possível transferir facilmente a moeda de uma carteira para outra, uma vez que ela só existe virtualmente. Hoje em dia, o Bitcoin pode ser utilizado para comprar em diversas lojas nos EUA e na Europa. Para usar essa moeda, usamos um aplicativo que escaneia QR codes e envia os Bitcoins para o endereço da carteira.

 

O futuro das Digital Wallets

 

Com uma maior difusão do uso de celulares e o progresso da IoT (Internet of Things), a digital wallet passa a ser fundamental para internet e para o físico. Temos como exemplo a criação da Amazon Go. É um supermercado onde o cliente entra e sai do estabelecimento sem precisar de nada além dos produtos comprados.

As digital wallets fortalecem o chamado “pagamento sem fricção”, ou seja, pagamento com cartão através de aplicativos. Essa possibilidade traz maior comodidade para o usuário e pode aumentar a conversão do lojista. Essa nova tendência visa fornecer ao consumidor uma experiência mais agradável.

Hoje, usamos o serviço de táxi sem ter que sacar a carteira em momento algum. No Starbucks dos EUA, o pagamento feito via aplicativo já atinge cerca de 10% de todas as transações. Essas mudanças estão revolucionando a maneira como os consumidores se relacionam com as marcas e serviços.

O celular está sempre presente na nossa rotina. Quando vamos fazer uma atividade física, por exemplo, usamos o celular para acompanhar o tempo, o clima, os passos. Assim, o dispositivo passa ser o único item necessário para uma corrida na rua. Somente com o celular, é possível parar em uma loja para comprar um café da manhã ou tomar uma água.

Outro exemplo, é o delivery de comida. Usando somente seu smartphone, você pode escolher o que comer, fazer o pedido e efetuar o pagamento. Esse tipo de experiência deixa a compra mais fluida e mais simples. Ajuda a fidelizar o cliente e aumentar as vendas da loja.

Esses exemplos são só o início de um novo segmento com grandes oportunidades e grande potencial. Além de proporcionar uma experiência de compra mais legal para o consumidor e mudar a maneira com que eles se relacionam com as marcas.

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